
Aprendi que quando duas pessoas estão discutindo, não quer dizer que se odeiam. Que duas pessoas felizes, não quer dizer que se amam. Que o mundo dá voltas e a vida é uma sequência de desafios. Que algumas feridas saram, outras não. Que quem vive do passado é museu. Que quem vive o futuro, não vive, sonha. Que com a pessoa certa uma vida é pouco tempo. Que com a pessoa errada um minuto é muito. Que mesmo acompanhado ainda posso estar só. Que caráter vem do berço, não se compra. Que amor não se exige, se dá. Que meus amigos eventualmente vão me machucar, são humanos. Que um ato pode mudar toda uma vida, mas que nem toda uma vida pode mudar alguns dos nossos atos.
Caio Fernando de Abreu (via utopia53)

E eu não escrevo a ninguém, exatamente a ninguém. Sabe, as vezes da vontade de escrever, por tudo que eu já passei, mas não necessariamente que eu sinto saudades ou queira relembrar. São apenas textos. Eu já passei por muita coisa, e nem tudo saiu como eu queria. Aliás, foi com isso que eu aprendi e amadureci. Todo mundo falava ‘você é doce, com esse seu jeitinho consegue tudo’, e eu acreditava nisso, no fundo eu acreditava. Mas essa doçura toda não me trouxe aquilo que eu mais queria. Eu sei que eu posso mudar isso, eu sei que eu consigo, eu vou além de tudo, mas não sei se quero. Não dou motivos para falarem de mim. E hoje quando me dizem ‘você é doce, com esse seu jeitinho consegue tudo’, eu digo: nem todo mundo gosta de doces, não é? Eu mesmo prefiro o amargo, um limão. Sou meio inconstante. Uma hora eu quero, outra não. Sabe você que não gosta de mim? Eu não te desejo mal nenhum, mas você me obriga a não gostar de você. Na verdade meu coração dói todas as vezes que eu penso que alguém não gosta de mim. Eu faço de tudo pra ter todos a minha volta, e como eu tenho saudade de quando eu consigo. Uma única pessoa conseguiu acabar comigo, e ela é a última no mundo que eu desejo o mal.